quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010

E pronto. Uma pessoa dá por si e num instantinho lá se vai o 2009.
Agora que estamos prestes a escrever as primeiras linhas do Caderno de 2010, novinho em folha, limpinho, puro, nada como fazer um rascunho mental repleto de desejos.
Não vou escrever promessas. Não vou dizer que em 2010 vou parar de comprar roupas, sapatinhos, acessórios de moda. I’m sorry, mas está-me no sangue. Nada a fazer. Portanto, continuarei a dar um saltinho de loja em loja. O que posso tentar é controlar-me um pouquinho (sobretudo até arranjar um emprego). E poupar mais. Também não vou prometer que não vou faltar sequer a nenhuma aula do ginásio, porque há dias que simplesmente não há pica! Nem que me vou meter no inglês e no espanhol (que devia!), porque falta-me um pouco de vontadinha. Que vou ler mais e mais. Que vou participar numa maratona.
Pronto, já deu para ver que não vale a pena escrever promessas. Porque depois pode não ser muito fácil cumpri-las. Mas posso desejar que o caderno tenha umas coisinhas, não posso? No fundo, desejos para 2010 com pinceladas de cor, daquelas bem garridas engolidos com 12 passas.
Ora bem, arranjar um emprego na área do marketing ou eventos, que me realize.
Amor, amor, amor. Muito amor. Quer dizer, ó meu querido coração, se for para ser a palhaçada dos últimos tempos, então mais vale ficares quietinho. Ou levamos as coisas com alguma seriedade ou não levamos.
Dançar muuuuito, até me doer as articulações ou sentir que os pés gritam de cansaço. Confesso que adorava meter-me em aulas de tango.
Quero ter tempo para a família e amigos.
Ah…e viajar? Simmmm! 2009 foi fraquinho neste departamento. Basicamente só fui laurear a pevide a terras de nuestros hermanos. Barcelona pela 3ª vez (tanto que já a trato tu cá, tu lá. Cá beijinho), Badajoz, Méride e Cáceres. Portanto, no ano que se avizinha quer-se voos mais altos. NY ou Santorini. Ah, e também queria dar um pulinho à neve para fazer skuuuuu e andar à bulha com bolinhas de neve. Ah e enfiar uma cenoura no boneco de neve. Sempre tive este desejo.
Disparar paletes de clicks na máquina fotográfica e tirar muitas, muitas e muitas fotografias (tenho esta doença. Sem cura, queridos, sem cura).
Muita saudinha, pois claro. Gostava tanto de eliminar os sintomas da TPM e do período, mas parece-me que quanto a isso, nada a fazer.
Queria uma varinha de condão para fazer “plim” e a celulite desaparecer, mas parece-me que é perda de tempo sequer desejar isto. Isto porque a gaja teima em ser a minha melhor amiga. Cabra!
Desejo continuar a ter muito cuidadinho com o que como e muita forcinha de vontade. Dieta, dieta, dieta! Oh yeah!
Palmilhar kms e kms. Que ultrapasse os palmilhados em 2009.
Também ainda não me saiu da cabeça frequentar o tal cursinho de auto maquilhagem.
Desejo melhorar a minha capacidade para gerir pensamentos. Que a minha cabecinha consiga esvanecer (ou apagar mesmo) e com mais celeridade os pensamentos que fazem parte do passado (já com bolor, portanto) ou presentes/futuros, daqueles que não servem para nadinha. Que nem interessam ao menino jesus. Tipo, que a minha cabecinha pensadora saiba fazer uma selecção mais assertiva dos pensamentos e desloque automaticamente os indesejáveis para a pastinha spam, que depois de alguns dias se eliminam por si próprios. Puffff.
Continuar a rir, rir, rir. Gargalhar, gargalhar, gargalhar.
Continuar a teclar neste bloguezinho. Escrever mais e mais parvoíces.
Paz, muita paz. Fica sempre bem num caderninho catita e é um pedido comum a qualquer Miss que se preze.
Bom, não me parecem desejos, de todo, impossíveis. Não sei que são 10, 12, 14, ou 20. Não me interessa quantos são. No fundo, o que eu desejo é que o caderno 2010 seja bem paginado, feliz e colorido, com saúde, família, amor, tranquilidade, amizades, sortes, energias, oportunidades e realizações.
Ora, então um feliz e GRANDE 2010 para vocês, meus queridos leitores. E mais logo, muito cuidadinho para não beberem em demasia que depois já sabem muito bem que o primeiro dia do ano não é lá muito agradável.

Ah e também não me importava nadinha de ganhar o euromilhões!
Cueca azul

Este ano não vou usar cuecas novas azuis novas em folha. É a crise. Será que não vou ter sorte em 2010 por isso?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Para amanhã: este ou este?

     

terça-feira, 29 de dezembro de 2009



Pelo Natal ofereci à minha sobrinha number one uma máquina de fazer panquecas em forma de Mickey (igualzinha à da imagem). Agora é um tal comer panquecas lá em casa. E é também um tal esta menina perguntar à sua maninha bebé (a minha sobrinha number two) e de forma entusiasmada (e inocente, claro!) “quês quecas, quês? Quecas? A bebé quê quecas?” e a outra com a sua vozinha abebezada farta-se de dizer “quecas”, “quecas”, “quecas”. E pronto, e assim se come o Mickey.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A gula ancorada ao natal continua em grande. O tempo não ajuda. A TPM coopera. Os Ferrero Rocher batem recordes. Ontem um menino mija. Hoje um aniversário. Por este andar vou entrar no novo ano a rebolar!
Declaration of Dependance

Estou literalmente apaixonada pelas músicas do "Declaration of Dependance”, o mais recente álbum dos Kings of Convenience. São as batidas, são as letras, são as vozes, é o estilo…

domingo, 27 de dezembro de 2009

Chega de chuva e de vento, sim?
Oh São Pedro, queres parar com esta merda? Já chega de chuva. Chiça! Não há penicos para tanta água. Imagino muito bem que nestes dias de natal foi um tal enfrascar cervejinhas, vinhos, licores e chazinhos, não? E agora de bexiguinha cheia, ninguém te pára. Daqui a nada as vaquinhas afogam-se nos pastos, os porcos começam a gritar socorro nos currais. E para não falar dos estragos que fazes nas colheitas e nas casas das pessoas. Tu e o mister vento, que pelo que consta até de manhã prevê ameaçar atingir os 130 km/hora. E quietinhos, não? E pronto, uma pessoa quase que é obrigada a hibernar em casa num sábado à noite e atirar-se pela milionésima vez aos docinhos de natal. Vejam lá se atinam, sim? Mais um dia destes e o pessoal que está nos Açores entra em depressão.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Vaivém de Natal

Bom, quanto às calorias ingeridas prefiro não me pronunciar sobre lamentável assunto. Um pneuzinho Michelin aqui e outro ali estão à espreita e os quilinhos a mais é certinho que estão a caminho.
Quanto ao departamento “Prendas de Natal”, querido Pai Natal parece que temos que acertar umas continhas. Imagino que a esta hora estejas a ressonar como um louco com essa barrinha grande no sobe e desce mas gostava de saber o que se passou contigo. Sim, gostava mesmo. Fingiste que não leste a minha cartinha, andaste a comer muito queijo, hein? Confessa lá que não te portaste lá muito bem comigo este Natal. Então, uma gaja comporta-se lindamente o ano todo, come e sopa toda (até repete!), faz todos os trabalhinhos de casa, perde tempo a redigir-te uma cartinha à século XXI toda cutxi-cutxi com a devida antecedência e depois vai-se a ver e ignoraste quase tudinho. Quase tudinho. Uma desgraça. Apenas acertaste no money, money, money. Mais nada. Niente. Ok, recebi uma box para ligar à TV para poder ver aqui na Ilha a SIC e a TVI (e não me cingir à RTP 1 e àquele canal regional maravilha) que dá um jeitão, um livro de uma autora que gosto, um cachecol com uma cor gira, um quadro-moldura moderno, um objecto de decoração fashion. Mas vamos lá a ver. Mais um porta-guardanapos? Já tenho alguns três. Pronto, o que vale é que este é alusivo ao Natal, senão ia para o monte dos “presentes a despachar para outros”. Mais uma fruteira ou saladeira ou lá o que é? Estou mesmo a imaginar o raciocínio “ah ela adora saladas e frutas, então vai levar com um recipiente próprio. Toma, pimba!”. Também já tenho uma colecçãozinha mais que suficiente, mas tudo bem. Já está ali empilhada nas outras que nunca se sabe se algum dia organizo um jantar para algumas 35 pessoas. Ah e também estava no meu sapatinho agullha uma tacinha. Que dá para pôr azeitonas, pastas, aperitivos, essas cosinhas. Pronto, está bem, já tinha outras (até bem mais giras), mas tudo bem. Fico com ela. Assim de repente acho que foi tudo.
Pai Natal gostava de te dar umas recomendaçõezinhas para o futuro. Sabes, é que estou fartinha de tralha ou, se preferires, prendinhas típicas de “enxoval”. Fartinha. É desde o berço. A madrinha presenteia com a primeira colherzinha de prata. Depois os avós amorosamente juntam-se à festa com toalhinhas de renda. Com as colchas bordadas. Com naperons. E os tios com uns bibelozinhos, tipo cãezinhos de loiça ou bonequinhas em gesso. Depois também chegam verdadeiras objectos-relíquias de viagens. Um paninho de loiça da Madeira, uma chavenazinha de Itália, um copinho de Áustria, um touro de Madrid, etc, etc, etc. Bem, dou por mim e ao longo dos aniversários, natais e recuerdos de viagens de outros tenho andado a acumular coisinhas de “enxoval”, sendo que uma parte significativa não são a minha cara. Pelo menos, por agora. Eu olho para essas tralhas. Depois olho para mim. Simplesmente não têm nada a ver, entendes? Olha Pai Natal, já estive mais longe de fazer uma selecção de relíquias para despachar e armar uma banquinha numa dessas Feiras que há por aí.
Oh velhinho barrigudo, por favor não me tragas da Lapónia mais bibelôs. Nem packs de copos. Nem travessas. Nem panos de loiça. Nem talheres. Nem toalhas. Nem naperons. Nem tupperwares. Sabes, depois é uma chatice dizer “não são bem o meu estilo”, “gosto mas já tinha parecido”, ou “gosto, mas já tenho imensos”. Acho que já deu para perceberes a ideia. Estamos conversadinhos, sim? Até para o ano!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ora então um Feliz Natal para todos, está bem?


Send your own ElfYourself eCards

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ouvido aqui, ali e acolá #11

"Dar as Boas Festas é tão incontornável como o défice nas contas do Estado".
Especial, como sempre...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Arroz doce amarelo, uma delícia!

Achei que devia partilhar uma nova receita de arroz doce, uma recentíssima invenção, e que dá muito jeito agora para a época de Natal. É muito fácil. Não tem nada que saber. Tudo igualzinho ao tradicional arroz doce, mas na parte que diz “junte uma raspa de limão” deve ler-se “junte todas as raspas de um limão”. Bom, não vou dizer que as duas criadoras desta nova receita, verdadeiras mestres da culinária, são as minhas irmãs porque são capazes de ficar um bocadinho babadas. Eu já lhes disse: “vão para o programa da manhã da televisão regional, editem um livro, especializem-se no arroz doce e inventem mais mil e uma versões com cores diferentes (por exemplo, adicionem morango e obterão arroz doce vermelho), promovam cursos de culinária que upgrades de arroz doce é que está a dar”.

Ainda está para ser inventada a Bimby que apita quando os chefes de cozinha se enganam nas doses dos ingredientes. Dava jeito, não dava?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ai que me deu um fanico

Hoje de madrugada tive um pequeno fanico. Até então não sabia o que era, de facto, passar por um episódio à séria de falta de açúcar. Claro que já tive alguns, mas fraquitos, nada comparado com o de hoje. Tive um aniversário e abusei dos doces. Depois fui ter à janta de Natal de gajas (não jantei) e quando estava numa bar, ai que estou super tonta. Ai que estou surda. Ai que me sinto fraquíssima. Se não tivesse uma cadeira perto acho que tinha desmaiado ali mesmo onde estava. “Tas tão branca”, “Tás super pálida”. Comecei a transpirar como uma louca. Era peito, era braços, era cabelo. Mão na testa. Demorei paletes de tempo a beber um copo com açúcar, com receio de aguçar a vontadinha que tive algumas vezes em vomitar todo o conteúdo do meu estômago. É horrível. O meu pâncreas não gostou do abuso. Não está habituado a comer tanta porcaria. Ora parece-me que vou ser muito mais cuidadosa nas próximas semanas repletas de porcarias das boas. Fanicos como este é que dispenso! São agoniantes.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Estava mesmo a ver que era desta que perdia o avião. O trânsito na 2ª circular estava simplesmente infernal. Tive um ligeiro excesso de peso com a bagagem, uns míseros Kg a mais, mas nada de especial. Não precisei de aplicar nenhuma das estratégias que tinha em mente. Mas também fiz questão em me meter numa fila do balcão de check-in com um gajo a atender. Sim, porque as gajas costumam ser mais lixadinhas. Não foi uma viagem propriamente tranquila. Digamos que quando estava a dar a primeira dentadinha naquela bela sandocha, o avião começou aos pulinhos. Alguns 15 minutinhos de turbulência daquela mesmo mesmo boa. Tão boa que o serviço de refeições teve que ser interrompido. A passageira que estava ao meu lado estava um bocadinho nervosa. Só lhe faltou começar a hiperventilar. Mas pronto, já passou. Não gostei nadinha de ver a minha mala chegar toda porca. Nojenta. Mas por onde é que raio passaram as bagagens? Por alguma poça de lama?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Fazer malas de viagem

A saga relatada aqui repete-se. Mas com alguns agravantes:
- a roupa de Outono/Inverno pesa mais e é mais volumosa;
- há prendas de Natal para carregar;
- em vez dos 20 kg habituais dos voos aéreos, só posso contar com 18 kg. E porquê? E porquê? Porque tenho de levar os figos!!!
Bem que me está a parecer que vou ter um serão muuuuuuito longo …

Entretanto se tiver excesso de peso já estou a pensar em algumas estratégias infalíveis para que o Sr. fiscal do check-in feche os olhinhos à balança:
- “Senhor fiscal, é Natal. E Natal é também perdoar. Perdoar excesso de peso na bagagem. Tem de ser solidário aqui para a menina. Vá lá, por favor, por favor, por favor!”.
- “Senhor fiscal, façamos então as continhas. Eu posso ter peso a mais na bagagem, mas sou uma passageira relativamente levezinha. Imagino que haja passageiros que pesem alguns 75 kg ou 85 kg, ou mesmo 90 kg. Ora, eu nem chego aos 50,1 kg. O que conta é o total (peso passageiro + peso da bagagem). Creio que percebe de matemática…"
- “Senhor fiscal, tenho uma proposta (indecente) para lhe fazer. Ou chamemos-lhe antes uma “troca de presentes de Natal”, vá. Então é assim: você oferece-me estes quilinhos extra e eu ofereço-lhe 100 gr de figos. Que tal? E olhe, foram comprados a uma mamalhuda. Portanto, é de aproveitar".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sobre o sismo de hoje

Quando ocorreu às 01h37 eu estava na sala, em pé, e permanecei praticamente paradinha como uma estátua, enquanto uma amiga que estava cá em casa comentava que o sofá estava a tremer, que o candeeiro do tecto estava a abanar. Nem sequer tive reacção para garantir que nem eu, nem algumas coisinhas ficariam a salvo (como o conteúdo do meu guarda-fato e o meu peluche). Só consegui ficar petrificada a olhar para as paredes e tecto à espera que qualquer coisa caísse e a pensar cá para dentro “Oh não! Isto não! Agora não. O que faço? Será o adeus? Ainda tenho tanto para fazer nesta vidinha. Não é justo”. Sim porque ainda tinha de encontrar a mamalhuda dos figos! Ainda tenho os presentes do Pai Natal para receber! Ainda tenho tanta coisa para viver. Quer-me parecer que se o sismo tivesse sido mais forte eu tinha exactamente o mesmo comportamento: ficar parada, sem qualquer reacção. Já não é a primeira vez que isto acontece. Começo a ficar seriamente preocupada com os meus comportamentos perante estes episódios de tremeliques da Terra.
Mia Rose

Porque tive o prazer de conhecer a Mia Rose (uma querida)...
Porque assisti a um mini mini mini concerto dela…
Porque a voz dela é uma doçura…
Porque ela canta bem que se farta…
Porque ela ofereceu-me um CD do seu novo single autografado e ... e ... e ... e disse que eu tinha uns olhos lindos :) …



E finalmente porque é Natal, aqui fica o vídeo de uma musiquinha muito linda da Mia Rose: What would Christmas be like?

“Bom dia, estou à procura de uma vendedora cheiinha e mamalhuda. Pode ajudar-me?”, foi o que me apeteceu perguntar a alguém da zona. Mas claro que não o fiz. Sabem que mais? Não havia apenas uma mamalhuda. Havia algumas cinco. Acho que se trata de um fenómeno digno de um estudo sociológico. E também considero que seria um tema muito interessante para uma tese de mestrado. Aqui fica a dica.

Bom, mas lá encontrei a mamalhuda dos figos.
A minha mãe pediu-me para ir comprar 2 kilos de figos passados ao mercado da zona, para levar para os Açores. Diz ela que são os melhores figos do mundo. É claro que sim, que vou comprá-los. Acontece que lhe pedi referências sobre qual a banca que vende os figos-maravilha e a minha mãe descreveu-me desta forma “é uma senhora cheiinha, mamalhuda”. Apenas isto. Já me estão a imaginar a andar pelo mercado à procura da mamalhuda?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Prenda revelação

Bom, não posso revelar aqui no meu bloguezinho mais-que-tudo quais as prendas de natal que comprei para oferecer, porque depois era um bocado chato alguém vir aqui ao estaminé, fingir que não leu algum vaivém e me dizer “ah que giro. Não estava nada à espera”. Mas posso revelar que para a minha sobrinha mais pequerrucha, com quase duas dezenas de mesinhos (que apesar de já dar uns toques numas teclas do PC, e fazer birrinha para assistir desenhos animados no Youtube – e músicas disco para abanar o capacete também!- mas que ainda não sabe propriamente aceder aqui ao blogue e muito menos sabe ler), está no seu sapatinho um conjunto de roupinha muito, muito giro. Um look capaz de deixar qualquer pretendente verdadeiramente encantado.

Desconfio que vai haver serenatas à janela de casa da amada. E desconfio também que a minha mana se ponha com vassoura na mão!!!!
Para intimidar os cães para não ladrarem e o “concerto” ser mais prazeiroso, pois claro.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Acabei de ler o livro “Os homens [às vezes infelizmente], voltam sempre” e estou finalmente transformada numa autêntica miúda Parker!
Agora, em primeiro lugar, há que aparecer um candidato que me interesse, capaz de me provocar borboletas no estômago. Atracção, paixão, amor (essas coisas).
Em segundo lugar (mas perfeitamente dispensável, ok?), no caso de me oferecer um par de patins (indesejado), é só aplicar as dicazinhas que vêm no livro e tudo correrá pelo melhor. Oh yeah!
Pois que sim, meus queridos amigos residentes em Lisboa. Tudo muito certinho. Uma gaja esforça-se num passatempo, ganha dois belos bilhetinhos, faz um convite completamente diferente, todo ele animal, uma ida ao Zoo de Lisboa à borlix e depois é o que é. Uns não puderam, outros não quiseram. Outros confirmaram e depois cancelaram. O primeiro convidado confirmou presença para o feriado de dia 8. Estava tudo combinadinho até que às 7h da manhã o meu bichinho móvel apita e eis que o rapaz lamenta, mas está a chegar a casa àquela hora. A malta arrastou-o pela noite fora e pronto, passou o dia ko (imaginamos todos muito bem como, assim com uma simpática dorzinha de cabeça e uma indisposição daqui até à China). Eu tenho cá para mim que ele estava com medo de ir ver os leões e pronto, foi beber para esquecer. Entretanto, passaram-se uns dias e surge um segundo candidato, ok para sábado passado. Desmarcada. E porquê? Porque fomos para a night. Mas depois este rapaz afinal confessou que fica deprimido ao ver os animais presos. Ok. Tudo bem. Acontece que tinha de ir impreterivelmente ao zoo até quarta-feira. E, claro, nunca ninguém pode ir durante a semana. Ninguém. Tudo a trabalhar, menos eu. Não há stress. Fui sozinha. Ontem. Nem imaginam o que perderam. Nem imaginam. Apesar do céu azul e solinho, estava frio para burro. Depois da bilheteira, na entrada perderam a oportunidade de apanharem um susto do caraças com um papagaio, ao pé de uns arbustos. Era haver câmeras de filmar instaladas por ali que aposto que havia muito material para exibir num programa dos apanhados. Perderam andarem imensoooo a pé e verem animais que nunca mais acaaaabam, uns bonitos, outros nem por isso (e os nomes? Alguns são bem estranhos). Perderam, ainda, a possibilidade de constatarem que a maioria deles anda pra lá de papo para o ar, a dormir ou a comer (ou se calhar fui eu que fui na hora da sesta ou das refeições). Opa, os elefantes é que me desiludiram. Andei a coleccionar moedas de 1 cêntimo no porta-moedas nos últimos dias e eles nada de se chegarem à frente. Estavam distantes. Aliás, nem sequer vi o sino. Continuando, perderam também a sensação de não terem os meus pézinhos bem assentes na terra, enquanto se dá uma voltinha no teleférico. Perderam o espectáculo dos golfinhos, capazes de habilidades e acrobacias consideráveis. E finalmente e o mais emocionante, perderam os beijinhos de dois e leões-marinhos, que andaram pela bancada a beijar a audiência. Nunca tinha recebido beijinhos com cheiro tão intenso a peixe. Estão a ver bem o que perderam?


(o Papagaio prega-sustos)




(vale a pena aumentar a imagem e ler. Sem comentários...)







(acho que estavam um bocadinho chateados)




(outro a dormir)

(No teleférico...)

(muito se come)





Fofinho.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Outono brinda-nos com frio, com chuva. As noites ficam mais longas. As mãos gelam… e… e… e… e… e… o Náftalinê Eau de Parfum anda pela rua.

Hoje uma carruagem da linha azul do metro estava que não se podia!
Miss R*, a caça-multas ambulante

Ora isto de conceber um negócio para criar o próprio emprego é que era. E é que já tenho na manga uma ideia fantástica, inserida no departamento “Etiqueta e Boas Maneiras”: multar gente em plena via púbica com comportamentos deselegantes, inconvenientes. Desapropriados, até. Olhem que clientes não me iriam faltar. Ia ser um sucesso! E o que enriquecia, meu Deus… Bastava obter uma licencinha para multar por parte das autoridades competentes. Ah, e um subsídio da União Europeia também dava muito jeitinho. Depois, era ver a Miss R* em grande estilo na via pública a multar como uma louca, sem mãos a medir, com um apito pendurado ao pescoço, bloquinho de multas e caneta na mão, bolsinha para dinheiro e multibanco portátil à cintura (que isto de acelerar o pagamento na hora é sempre o ideal). “Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí”.

Prriiiiiiiii (apito)
“O senhor aí, fáxavor. Sim, sim, o senhor. Olhe bem para o que fez. Não acha que cuspir para o chão é um comportamento nojento? Foi assim que lhe educaram? Lamento, mas vou ter que lhe multar. Não há nada a fazer. São € 15 pela “viagem” da sua saliva da casa de partida até ao chão.

Prriiiiiiiii (apito)
“Menino, então? Vem passear com o seu animal de estimação, este cãozinho muito amoroso, por sinal, e deixa o “presente” do seu bicho no chão? Não, não, não! Ora, com base a consistência deste “presente”… hhmm… deixe-me cá analisar… são 24 euróis. E está com sorte que já lhe fiz o desconto de jovem. Se quiser obter mais um descontozinho, terá de proceder à recolha do “presente”.

Prriiiiiiiii (apito)
”Ó meu caro, julga que eu não vi? Julga? Eu vi muito bem o senhor a soltar os prisioneiros com um dedinho. Não percebeu? A limpar o salão. Ainda não entendeu ou está a fazer-se de despercebido? A tirar macaquinhos do nariz. Quer dizer, não sei se foi macaquinhos ou gorilas, mas também não estou interessada em saber. Ora, não podia fazer isso em privado? Lamento, mas é um comportamento imperdoável. Primeiro, pegue lá neste toalhete e limpe as mãozinhas. Depois, vá de desembolsar € 47. E olhe, ainda bem que se ficou por aí. Se tivesse incluído consumo do Made In Nose …ui… a coima ultrapassava os € 100”.

Prriiiiiiiii (apito)
“Ó minha ilustre cidadã, as cascas de banana não são para serem atiradas para o chão. E se alguém escorrega, cai, dá um bate-cu e faz dói-dói? Sabe, é que alguém ainda pode ir parar ao Hospital e entupir ainda mais as urgências. Não me parece ser lá grande ideia, não acha? Ora, pelo objecto que atirou para o chão, de acordo com a tabela de preços em vigor, cumpre-me informá-la que são € 40. Para a próxima coloque a casquinha num recipiente apropriado, sim?”.

Prriiiiiiiii (apito)
“Moço?! Moço?! Venha aqui. Quero confessar-lhe uma coisinha. Vi-o a coçar a sua “aparelhagem” à grande e à francesa. Sim, vi. Esteja descansado, fica só entre nós. No entanto, a sua conduta implica uma multazinha na módica quantia de € 25. Ah não tem dinheiro consigo? Não se preocupe. Temos Multibanco. E olhe, não precisa corar. Apenas pagar.”

Prriiiiiiiii (apito)
“Ó menina. Limpe a boca. Limpe! Desde quando é que gritar “Vai pa p*** que te pariu” é frase para ser ouvida daqui até Madrid? Hein? Eu compreendo que esteja chateada com alguém na sua vida... Calminha, não quero que me explique. Mas sabe, exclamar nesse volume na rua pode assustar qualquer cidadão, ou furar os tímpanos a alguém; e debitar uma frase deste gabarito, pior. Lamento, mas da multa já não se pode safar. Temos pena. São as regras. € 38. Ah e é verdade, pode descontar no IRS.

Ou pagam ou ficam aqui de castigo, presos a este poste com umas algemas de pelúcia (cor-de-rosa para o sexo feminino; azul para o masculino) até que o vosso fiador venha liquidar a dívida!

Ai ai, a fortuna que faria...

domingo, 13 de dezembro de 2009

O Natal engorda

O Natal é pautado por excessos, não só consumistas, como também gastronómicos. Porque não sou de ferro e não resisto às comidinhas deliciosas acorrentadas ao espírito natalício (e muito menos quero sentir-me uns diazinhos depois uma Popota saltitante), enquanto não tocam os sinos e jingle bells, mentalizei-me desde início do mês que tenho uma espécie de cadeado na boca (que abro apenas para casos SOS). Depois, a partir do dia 24 é que vai ser em grande! Alio-me à tradição e atiro-me até me arrepender ao bacalhau, ao peru, às rabanadas, às filhós, ao bolo-rei, aos frutos secos, aos bombonzinhos e às restantes iguarias altamente calóricas. Até como o Pai Natal (de chocolate, óbvio). Claro, depois do Natal sobra sempre qualquer coisinha, não é? Pois… A gula natalícia geralmente estende-se até à passagem de ano. Festim é festim é para se aproveitar, right?!
Portanto, a minha estratégia é sofrer um bocadinho agora (nada que me custe muito porque sou repetente em dietas para emagrecer - e, na verdade faço, constantemente dieta para manter). Pelo menos, não fico com tantos remorsos e finda esta época do engorda, o ponteiro da balança com certeza não me irá assustar tanto. Quero crer que sim.
“O meu blog dava um programa de rádio” e deu!

Adorei
De coração
Ouvir o meu blogue na
Rádio Comercial
Este fim-se-semana…
Inesquecível!

Superou qualquer expectativa. A sério. Achei imensa piada. Adorei a forma como me apresentaram, os links musicais aos vaivéns escolhidos, as musiquinhas oficiais, os comentários (quer dizer o "pitosga"... kidding) e as dicazinhas da produção. Sumpimpa! Palminhas à equipa da Rádio Comercial que o produziu! Clap, clap, clap! Champanhe. Tchim, tchim!
Obrigadinha, sim? Estejam perfeitamente à vontade para me contactarem se pretenderem repetir o cromo "No Baloiço...Em Saltos Altos".
Obrigada também a todos que ouviram as minhas parvoíces.

Espero que seja desta que me saia na rifa um emprego para poder oferecer prendas de sonho pelo Natal, que as lojas implementem o serviço de test drive de sapatos, que os senhores automobilistas apitem menos, que libertem as queridas maçãs dos autocolantezinhos (até podia fazer uma petição "Libertem as maçãs", não?), que os guarda-fatos engordem (dê por onde der), que os meus óculos nunca mais se atrevam a desaparecer, que não me metam pizzas à frente dos olhos, que o Sr. S. Pedro seja mais contido quando saio à rua e finalmente (mas muito, muito, muito importante) que me torne uma excêntrica do Euromilhões!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mais um prémio ganho, fruto de ter participado num passatempo.
Ténis ONE da Salsa.
Oh, que chatice!
As saudades que eu tinha de ir para a night dançar, dançar, dançar. A parte mais chata (além das filas enormes para o WC, já da praxe) foi a dose de preguiça para ir pôr a mala e o casaco no bengaleiro. Comecei e acabei a estadia no Alcântara Café com o material (ora no ombro, ora entre os pés), mas tive intervalinhos. Um dos companheiros de night começou por me ajudar na tarefa, colocando o maravilhoso kit entre os seus pés. Eu bem lhe disse “quando estiveres farto do cargo, avisa”. Acontece que ele respondeu “está descansada, depois passo a outro”. E eu pensei “Uau. Fantástico! Que queridos! E são 3! Que bom!”. Mais tarde o primeiro candidato lá passou o pack ao segundo. Maravilha. Quando finalmente era altura de passar para o terceiro e último candidato, a campanha foi anulada. Ainda virei-me para ele e disse-lhe “toca a todos”. Lembram-se da campanha “Separar Toca a Todos”? Aliás, era mais “Guardar Toca a Todos". Mas eu compreendi. Quem é aluno de Salsa (já uns passinhos jeitosos, sim senhor) tem de ter a zona dos pés livre. E saindo do Alcântara Café, passando de carro (por sinal fofinho, todo mimimi, em que o tablier faz mesmo lembrar o querido rato Mickey) na 24 de Julho lá pelas quatro da manhã, com destino ao Lux, corre-se sempre o risco de dar uma paradinha para comer um belo pão com chouriço e um caldinho verde. Soube-me que nem ginjas. E enquanto engolimos as iguarias e temos conversas altamente banais, complexas, profundas ou mesmo a atirar para a parvoíce, não faltou (pois claro) os quéfrô, com flores e pisca-piscas. A menina gostou muito da noite. Claro que depois Lux foi mentira.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Nem acredito. Estamos a 11 de Dezembro e já terminei a aventura das comprinhas de Natal! Desengane-se quem pense que foi maratona de um dia. Não, não. Nada disso. Foram várias rondas (e aquilo da Boutique C, referido aqui era brincadeirinha, sim?). Foram horas e horas de pesquisa e análise, prendas escolhidas a dedo. Bem, também não foram assim tantas, é certo. Umas 12 prendas (ah, sendo que 4 são para moi-même. Não tenho direito ou quê?). Vendo bem, é em alturas como esta que não ter cara-metade até tem o seu lado positivo, caso contrário o orçamento aumentava consideravelmente.
E pronto, já não preciso de estar na lufa-lufa como uma desesperada nas vésperas do Natal a ter de contentar os outros com prendas escolhidas à última hora, atirar a moeda ao ar, andar à cotovelada e aos empurrões ou enfrentar filas para pagar com alguns 4 km. E isto, meus queridos, isto tem um nome: tempo livre a mais.
O meu blog dava um programa de rádio?

Absolutamente!

Pois é, meus queridinhos, este modesto blogue bebé, com cinco meses e qualquer coisinha, que gatinha, irá para o ar no Programa “O Meu Blog Dava um Programa de Rádio”. Champanhe, champanhe! Uns minutos de fama merecem champanhe!

Quem não tiver mais nada de interessante para fazer e quiser ouvir as parvoíces que escrevo no ar, é só sintonizar os vossos aparelhos na Rádio Comercial. Amanhã, sábado, 12 de Dezembro das 22h00 às 23h00 ou domingo (repetição), 13 de Dezembro, das 9h00 às 10h00 (dá tempo para irem à missa depois, ok?). Ou irem a http://www.radiocomercial.iol.pt/programas/meu_blog/ mesmo depois do programa ser emitido.

Não faço a mais pálida ideia de quais foram os posts escolhidos, nem das músicas seleccionadas para acompanhá-los. Portanto, vou ouvir o programa pela primeira vez ao mesmo tempo que os ouvintes. Medo. Muito medo. Estou com um nervoso miudinho, confesso.

… E assim começa a fama. Já estou a imaginar a chuva de convites para publicar um livro (com uma lombada aí de uns 4 milímetros), a fila com 3 pessoas para autógrafos. E os berros histéricos dos fãs, os paparazzi das revistas cor-de-rosa a perseguirem-me para tudo o que é lado, enquanto estou a dormir e a sonhar. Enfim, a fama, as luzes da ribalta, o sucesso! (cof, cof).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O melhor e o pior do Natal, by Miss R*

O melhor:
- O espírito de natal.
- As decorações de natal (nas ruas, nas lojas, nas casas).
- O Pai Natal (adoro o velhinho barrigudo com barbas brancas!).
- A reunião da família, ainda que no caso da minha seja uma operação logisticamente complexa (somos muitos).
- Comprar prendas de Natal e embrulhá-las no sossego do lar (adoro!).
- As comidinhas tradicionais (especialmente o Bolo-Rei. Nham, nham).
- A carinha das crianças ao verem um Pai Natal, a alegria contagiante ao desembrulharem as prendas.
- Receber prendas que são a minha cara.

O pior:
- O stress com as prendas de Natal (não saber o que comprar, arranjar presentes ideais para cada ofertado e que simultaneamente caibam no orçamento e, claro, o movimento caótico nas lojas).
- A saga de dar boas festas: os 1001 e-mails, as 1001 sms de “Feliz Natal” (cada vez mais opto por um e-mail igual para TODOS).
- Receber prendas efeito sorriso-amarelo (ou nem isso).
- Passar uma semana a comer os restos do dia de Natal.
- O Natal engorda! O pior!!!
E depois admirem-se que eu não goste de Política e ache a Assembleia da República uma tourada, um circo...

“Sabe, eu há pouco estava a perguntar de onde saiu este palhaço, que é o senhor. E sabe porquê? Porque eu nunca tinha visto um palhaço permanente numa Comissão Parlamentar. Mas acho que lhe devem ter eleito exactamente para isso, para nos animar, então é uma espécie de música de fundo"(Nogueira Pinto).

"Não fiquei nada ofendido. A senhora está sempre a mudar de partido, nunca está em lado nenhum. Vende-se por qualquer preço para ser eleita por qualquer partido e chamar-me palhaço é um elogio porque são muito importantes por esta altura do Natal" (Ricardo Gonçalves).

"Nem os palhaços, nem os esquizofrénicos merecem as palavras que ouvimos de vários deputados nesta sessão" (João Semedo).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mais logo…

Assistir à ante-estreia de “Uns Belos Rapazes” ("The French Kissers"), fruto de um belo bilhete ganho em mais um passatempo. Mais um! Agora sim, descobri a minha verdadeira vocação: participar em Passatempos. Não não quero outra coisa! Quer dizer...
Querido Pai Natal,

Look who’s back? Miss R*!!!
Como deves saber, adoro abanar o capacete e não é que acabei de descobrir a “Just Dance” da Wii??? Estou maravilhada! Wiiiiiii!

Portanto, dê por onde der, enfia mais este gift na minha chaminé, assim como a própria Nitendo Wii, que ainda não tenho. Sim, eu sei que é realmente uma grande falha, mas com a tua intervenção será brevemente colmatada. Por favor! Por favor! Vá lá … Cá beijinho nessa barba branquinha! Muah!
Ouvido aqui, ali ou acolá # 10

“Aquele aspecto de casca de laranja que vês nas minhas pernas e no meu rabo não é celulite. É “eu sou boa” escrito em braille”.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais
Mas não tenho a certeza
De qual eu gosto mais

Mas não tenho a certeza
De qual eu gosto mais
Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais

Uma tem flores e acontece
Entre nós conforto, ternura
Tão florida que até parece
O padrão de umas cortinas

Mas a outra tão moderna
É tal qual uma gaja quer
Porque embora estilo 80’s
Ela é muito mais fashion

Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais
Mas não tenho a certeza
De qual eu gosto mais

Mas não tenho a certeza
De qual eu gosto mais
Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais

Meu coração continua
Sem saber o que fazer
É melhor amar as duas
Sem uma doutra saber

Que este encanto não se acabe
E eu já pensei tanta vez
Pois enquanto ninguém sabe
Somos felizes as três

Lalala-rala-ralala
Lalala-rala-rala
Lalala-rala-ralala
Lalala-rala-rala
Lalala-rala-ralala...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ídolos (os melhores, by Miss R*)

Filipe, o meu favorito. Tem uma voz fenomenal e o tal carisma que tanto a Robertxinha fala. E ele que no 1º casting do programa afirmou perante o júri que só estava ali «para ouvir uma opinião e não queria vir a Lisboa». Que disparate! (ah e é giro, giro, giro, mas isso agora não interessa para nada)



Solange, muito talentosa e com uma voz lindíssima.



Inês, amorosa. Adoro ao seus jeitinhos e o seu estilo.

É que nunca dá para fazer como peço!

Anda aqui uma gaja há meses a fio a tentar deixar crescer o cabelo e sempre que vai à Sra. Doutora dos Cabelos (de 3 em 3 meses) para cortar as pontas (SÓ as pontas), tipo 1 cm, apanha sempre comentários do tipo “Ah, mas se quer deixar crescer saudavelmente tem de cortar um pouco mais. Estão muito secas”. Poxa, como é que eu tenho sempre as pontas secas se passo a vida a usar produtos (carérrimos, por sinal) para cabelos secos?! É champô, é amaciador, é máscara, é creme para as pontas e o raio que o parta. Pois, é que restos de madeixas fazem com que o cabelo não cresça como se quer. Bem, estes restos andam p’raqui há alguns dois anos. É nestas alturas que me arrependo 300% de alguma vez ter posto químicos no cabelo. “Pronto, então corte o que tem de ser para dar cabo dessas securas”. 4 ou 5 cms! Sniiiff… Aqui está uma foto do look esticado after corte.

Quando o lavar está apostadíssimo que os caracóis vão encolhê-lo aí 1/4. Que nervos! Entretanto a senhora cabeleireira disse que eu tinha um caracol bonito. Bonito? Bonito? Cá abracinho. Claro que eu sou uma rapariga com olhos na cara e sei que as cabeleireiras também podem mentir piedosamente, mas soube-me tão bem ouvir que tenho um caracol bonito...! Ai ai, tenho a sensação que hoje até vou dormir melhor!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Esta teve piada

"A primeira-dama foi ontem uma das mais animadas na inauguração da árvore de Natal do Palácio de Belém. Depois de ter ouvido a actuação do grupo de cavaquinhos dos Bombeiros Voluntários de Fafe, Maria Cavaco Silva atirou: 'Gosto imenso de cavaquinhos'", in Correio da Manhã.
Apareceram!

Eu já tinha perdido as esperanças. Cansada, deixei de procurar os óculos e assumi-os como perdidos para todo o sempre. Como desaparecidos. Como afogados numa qualquer sarjeta. Como roubados. Como partidos em 30 mil pedacinhos. Como falecidos. Quando fui estender a roupa, o que é que se sucedeu, o que foi? Eis que os danados dos óculos apareceram enrolados numa camisola!!! Estúpidos! Em bom estado, lavadinhos e (bem) cheirosos.
Estou há cerca de 1 hora à procura dos meus óculos. Tenho que adiantar um trabalhinho de casa (o penúltimo da Pós-Graduação!) e é em ocasiões como esta que preciso MESMO MESMO MESMO dos óculos!!! Já revirei a casa de cima a baixo, por desespero até já abri o frigorífico, o micro-ondas e olhei para o fundo da sanita. Nada. Fui vascular o carro, fiz o circuito casa-carro e carro-casa, sempre de olhos arregalados para o chão, quase que dei uma cabeçada num poste e nem sinal de vida! Onde raio vocês estão??? Eu não quero (não quero!!!) gastar uma pipa de massa noutros óculos! E também não me apetece fazer um anúncio e colocá-lo pelo bairro: “Dão-se alvíssaras a quem encontrar os meus óculos. A última vez que a sua dona (uma rapariga infeliz nesta altura, como devem imaginar) se recorda de os ter usado foi a conduzir. Pela saúde dos meus olhos, ajude-me!”. A rezar a todos os Santinhos para que apareçam. Pelo sim pelo não, as velas do Ikea estão acesas…

E agora surgiu-me uma dúvida (parva): algum Santo usa óculos??? Eu acho que não… Mas se alguém souber que existe algum que os use, que me diga porque preciso de lhe dirigir a reza em exclusivo (com certeza compreende melhor o meu sofrimento do que outro Santo).

sábado, 5 de dezembro de 2009

... eu ainda estava de ressaca, ainda tinha vestígios de Nouvelle Vague no sangue (confesso). E entrei na Fnac, olhei para uma capinha de um CD catita, até tinha um autocolante preço verde e tudo (e verde significa avançar, certo?). Et voilá: o acústico já cá toca! Ma-ra-vi-lho-so!!!

Quer isto dizer, meu querido Pai Natal que dispenso da listinha anterior este belo presente. No entanto, continuo interessada noutro embrulho deste grupinho, portanto dou-te licença para deixares cair na chaminé (mas com cuidadinho, tá?) aquele que traz 2 CD+DVD e verás os meus olhinhos brilharem como uma estrelinha de natal com purpurina. Para te dar uma ajudinha, o nome é Nouvelle Vague: Aula Magna 07.12.07. Mais uma vez, obrigadinha. E não te esqueças: I Love You!
Para um dia com look cinzento e chuvoso (como o de hoje), uma embalagem de borracha e mega colorida para os meus pézinhos, parece-me muito bem.
 Galochas da Bambi
"In a Manner of Speaking" encerrou ontem o concerto dos Nouvelle Vague na Aula Magna, o último concerto da minha agenda de 2009. Um bocado diferente do que assisti há mais de 2 anos, com músicas covers novas "Nouvelle Vague III" (no qual troca a inspiração reggae/bossa nova pela country), igualmente memorável, mas para mim menos mágico devido à pouca presença de Mélanie Pain.

(bem, a vocalista Nadeah Miranda tem uma presença excêntrica em palco...! É a loucura. A mais recente aquisição da banda, a luso-descendente Helena Noguerra, precisamente o oposto).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Caro(a) participante,
É com enorme prazer que te informamos que foste um dos vencedores do passatempo "ARTUR E A VINGANÇA DE MALTAZARD", tendo ganho um convite duplo para a antestreia do filme."

Eu não disse que o que estava a dar era participar em passatempos? Desconfio que me esteja a tornar um bocadinho viciada...

Sinopse: Artur está em êxtase pois nessa noite será o décimo ciclo da lua e ele poderá, finalmente, regressar à terra dos Minimeus e reencontrar Selénia. Na vila, os Minimeus prepararam um grande banquete em sua honra e a jovem princesa usa o seu vestido de pétalas de rosa. Mas o pai de Artur escolhe este dia tão aguardado para anunciar o fim das suas férias na casa da Avó. Quando se preparam para regressar, uma aranha deposita um grão de arroz na mão de Artur com a sigla S.O.S. gravada. Não há dúvida, Selénia está em perigo!

Tag: estou em pulgas!
Eu adoro fruta. Como por exemplo maçãs. E gosto de trincá-las com casca, como se deve. O problema é que algumas maçãs vêm apetrechadas com um autocolantezinho. Como a da imagem que brinda os clientes com um“6512”. A minha questão é: mas que merda é esta? 1º é preciso arrancar o autocolante; 2º é preciso limpar muito bem a zona com água; 3º porém, mesmo assim, pode correr-se o risco de ficarem vestígios de cola. É bom para o quê enfiar cola na guela e comê-la??? Para a saúde não é com toda a certezinha. Isto não devia ser proibido? A sério. Nem sequer serve para passatempos como juntar 3 autocolantes e nos habilitarmos a um prémio fantástico, como ganhar 5 toneladas de maçãs. Que tal os locais de venda começarem a colocar esta info esplendorosa na placa exposta do produto juntamente com o preço/Kg e deixarem as maçãzinhas em paz sem adereços estúpidos e inúteis? Hã?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


Ora, o que está a dar é participar em passatempos! Não é que hoje aterraram à minha caixa de correio dois convites para o Jardim Zoológico? Coisa mai linda. Não é que visitar animais seja dos meus passatempos preferidos, mas calha mesmo bem porque já não vou ao Zoo há que séculos. Claro, a primeira coisa que fiz foi fazer uma visitinha ao site do Jardim Zoológico para ver o que me aguarda. Diz que tem uma das melhores colecções animais de todo o mundo (com mais de 2000 animais de 332 espécies diferentes). Ele é mamíferos, ele é Aves, ele é Répteis, ele é Anfíbios e Artrópodes. E realmente uma entrada neste Jardim não está propriamente ao preço da chuva: para adulto €16 euros cada. Mas eu compreendo, é que só a pensar nos elefantes, que bebem cerca de 200 litros de água por dia e comem entre 150 e 300 kg de vegetais e vivem até aos 150 anos, já se nota que a manutenção não é nada baratinha.
Coisa que eu desconhecia é que o Zoo também faz como algumas lojas que elegem “O empregado do mês”. Ora ali temos “O animal do mês”. Achei fofinho. E ora bem, temos o urso-pardo como o feliz contemplado de Dezembro. Bem que me passou pela cabeça ir junto ao Bosque Encantado com um cabaz de frutos para premiar este ursinho (ursão, quero eu dizer) pela distinta nomeação, mas infelizmente já li nas regras que não se pode alimentar os animais. Que pena.

Também já me mentalizei que não posso ir vestida com uma blusa-vestido da moda que tenho (muito giro, por sinal) com animal print, porque senão ainda ouço um puto a dizer “Pai, pai, pai, está ali a zebra!!!”. Era capaz de ser um bocadinho chato.
Agora só me resta convidar um gajo (corajoso) que isto de ir ver leões requer estar acompanhada por alguém que me defenda, caso estas feras com alguns 220 Kgs decidam sair das jaulas para me darem abracinhos.

E o elefante? Será que continuamos a poder celebrar o ritual de lhe dar uma moeda e ouvi-lo tocar o sino?! É esta a grande saudade que tenho do Zoo...
Ele há “políticas” de lojas que eu não entendo

Alguém me explica como se eu fosse muito loira qual é a diferença entre uma loja embrulhar nove objectos com aqueles pacotinhos já feitos ou me dar esses nove pacotinhos já feitos para eu embrulhar no sossego do meu lar? Disse a funcionária da loja em questão que não se não fosse para embullhar na loja não me podia dar esses pacotinhos, mas apenas um bocado de papel de um rolo. “É a política da casa”. Ele há coisas…

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Oh Pai Natal, fáxavor!

Querido Pai Natal,

Imagino que neste momento estejas na lufa-lufa das prendas de Natal. Já lá vão uns aninhos desde que deixei de te enviar correspondência. Mas hoje sinto-me como naqueles tempos de criança, em que o papel e o lápis (ou o monitor e umas teclas) se unem como porta-voz para te pedir alguns presentes.
Logicamente que de criança para cá a minha lista evoluiu. Deixei de lado as tuchas, os barriguitas, os pinipons, as pistas de carrinhos (sim, também gostava), a colecção de folhas cheirosas, as borrachinhas da Hello Kity, os nenucos, os livros da Anita, os berlindes, os triciclos e afins.
Para não andares às aranhas com as minhas prendas e para que eu tenha o enorme prazer em exibir um sorriso de orelha a orelha em fracção de segundos, ter a oportunidade de dizer “adivinhaste os meus desejos”, isto é a minha cara”, “gosto, aliás, adoro!”, por enquanto é isto:



Apple MacBook, igualzinho ao da imagem (o meu portátil ainda está com alguma saúde, sim senhor, mas já está um bocado perro nas articulações, pelo que receio que vá reformar-se dentro em breve).





Cabaz XL da Stradivarius (camisolas, calças, saias, casacos, acessórios de moda (pulseiras no top), lenços, malas e tudo e tudo e tudo. NOTA: no catálogo em anexo (privado) podes conferir os itens escolhidos para o cesto, assinalados com W (Wish). Os B significam que requerem Bainha, pelo que agradeço que a tua rena com dedo para a costura trate de deixar as calças prontas para consumo. Os R significam que são cromos Repetidos. Ah, e quanto ao número já sabe. Também podes adicionar ao cabaz uma garrafinha de azeite, daquele mesmo bom, que fica sempre chiquérrimo num cabaz e dá sempre um jeitão do caraças para fazer máscaras faciais caseiras.




Se há coisa que eu gosto é de laurear a pevide. Viagem a Santorini. Mas calma, não precisa de ser exactamente este o destino. NY ou Veneza também parece-me  muito bem (se achares por bem, podes pedir um patrocínio a uma Agência de Viagens que não me importo nadinha).




CD Nouvelle Vague. Pode ser este (Edição Especial), mas para te ser sincera prefiro o Acústico. As músicas deste grupo assentam-me nos ouvidos como uma luva. Podes crer que sim.





Pijaminha fofinho e quentinho, capaz de aquecer a criatura mais friorenta à face da terra (preferencialmente da Hello Kitty). Sorry, mas não tenho imagem.





Este perfume (o meu está pelas últimas)






“Shoe Wheel”, a roda dos sapatos! Pode ser cor-de-rosa ou prateado. Podes (e deves) encomendá-lo aqui (sempre poupas uns trocos na gasolina do trenó). Ah, e fica à vontadinha para mo oferecer com recheio, coisa para 30 pares de sapatinhos… nada de mais).






Uma Massagem (uma massagem é como o amor e a paixão: faz milagres ao corpo e à alma. Ora, se o amor e a paixão andam como andam, sinto que tenho legitimidade para exigir ser compensada com este momento zen).





No armazém da Lapónia deves encontrar este livro por aí. "Mulheres certas que amam homens errados". Até podia ser eu quem o tivesse escrito.




 
 
 
Porque não sou esquisitinha e perante falta de imaginação, aceito sempre de bom grado envelopes banais com dinheiro (um clássico que aplaudo em pé, sempre!).
 
E pronto, penso que é tudo Querido Pai Natal. Com boa vontade, com a ajuda das renas e com jeitinho cabem todos na chaminé.
Se me lembrar de mais alguma coisa, fica descansado que voltarei aqui. Portanto, vai aparecendo neste bloguezinho.

P.S. 1: este ano fui uma menina muito bem comportadinha, ouviste??
P.S. 2: ou deixas no meu sapatinho com 10 cm de altura todas as prendas ou é bom que comeces a procurar um bom advogado.
P.S. 3: apesar da crise, sei que consegues!
P.S. 4: I Love You!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Aos senhores automobilistas que apitam forte e feio um segundo depois do sinal verde acender:

Eu até posso estar distraída. Ou não. Posso ter acabo de ver o sinal verde acender e estar a pôr primeira. Para quê carregarem na buzina como se não houvesse amanhã, mal o sinal verde acendeu? É que apita um, e logo a seguir os que estão atrás fazem coro. Calminha. Agradeço, claro que agradeço, um apito leve, gentil para servir de “reminder” que estou no trânsito e que não é altura para me deambular em pensamentos, como o que pedir ao Pai Natal. Mas escusam de fazer um filme pegado, está bem?

domingo, 29 de novembro de 2009

Quando o roupeiro começa a não dar para as necessidades, o que se deve fazer? Parar de comprar roupa e sapatinhos ou aumentar o tamanho do roupeiro? Quer-me parecer que me inclino mais para a 2ª hipótese. Isto porque gajas com roupa e sapatos a mais só pode ser um mito. O que há são roupeiros com espaço a menos.

sábado, 28 de novembro de 2009

Hoje a Rua Augusta estava tão animada que por instantes parecia que estava nas Ramblas, em Barcelona.
Entretanto, cheguei à conclusão que se tivesse que eleger uma zona/local para fazer compras em Lisboa, na Stradivarius, Bershka, H&M, Parfois, Intimissimi e Zara posso afirmar com convicção que é a Baixa-Chiado. Onde mais é que nos mesmos m2 há simultaneamente estas lojas a duplicar (Bershka, Stradivarius, Parfois, Intimissimi e H&M) ou a triplicar (Zara)? Tudo ali à mãozinha de semear.
"Ah não há o número desejado nesta loja? Deixe lá que vou ali à outra (ou outras)".
Há sempre uma 2ª ou 3ª oportunidade…

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Frio, cinzentinho. Todos os anos, por volta desta altura, inicia-se o ciclo da minha (enorme) preguiça em meter os meus pés no ginásio. É mesmo uma vontade de hibernar desta oficina do corpo. É por estas e por outras que acho que a estação Outono/Inverno não foi lá grande ideia. Sim, porque excepto a parte de poder comprar roupinhas quentinhas e botas fofinhas, não vejo mais nada de positivo neste tempo de bosta.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Estava eu aqui a pensar com os meus botões, se não deveria aproveitar que estou desempregada para não ter que oferecer prendas de Natal a ninguém (excepto as crianças, claro). Não dizia nada até ao natal e chegada a hora da troca de presentes, depois de agarrar as prendas com o meu nome, debitava um discurso ensaiado de levar às lágrimas. Seria uma emoção. Prometia que no próximo natal compensava todos com prendas de sonho, sempre a caírem-me lágrimas de crocodilo (claro que para o ano já ninguém se ia lembrar da promessa).

Também coloquei a hipótese de optar pelo “faça você mesmo”. Sim, porque prendada como só eu, poderia fazer uns serõezinhos com agulhas e novelos de lã (que por acaso tenho aqui por casa, portanto não é nada que precise comprar) e confeccionar uns cachecóis em malha fofinhos e quentinhos. Nunca saem de moda e dão um jeitão para esta época, certo? Ou matar saudades do ponto cruz. Uma barrinha com o nome de cada um para depois entreterem-se a coser numa toalha lá de casa. Uma prenda personalizada, portanto. Que mais poderiam querer?

Bom, mas depois de fazer umas continhas de matemática, cheguei à conclusão que afinal posso recorrer a presentes da Boutique C. C de Chiquíssima. Ia ser um sucesso! Não conhecem? Só aqui entre nós, há também quem a apelide por Loja dos Chineses, mas isso agora não interessa nada. Para todos os devidos efeitos podia pegar na etiqueta dos artigos, recortar o que não interessa e escrever “Boutique C” com uma caneta dourada e num tipo de letra requintado (Script MT Bold, por exemplo). E se alguém tivesse a ousadia de dizer que não gosta, que não serve para nada, ou que já tem do género e me pedisse o vale para trocas, bastaria argumentar: oh meu(minha) querido(a), segundo as mais recentes regras do Guia de Etiqueta, nas Boutiques Chiques, jamé, alguém se atreve a trocar o que quer que seja. Jamé!
Gosto muito disto.

Grandes Marretas!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eu sou da opinião que as lojas que vendem calçado deveriam ter disponível um serviço test drive de sapatos de 24 horas, fora da loja.
Se chegamos a casa e a primeira coisa que fazemos é descalçarmo-nos e irmos a rastejar pôr de molho os pezinhos é bem capaz de ser porque estivemos algumas boas horas a andar com uns sapatos desconfortáveis. E não significa que só aconteça com saltos altos. Não, é transversal; até pode acontecer com umas sabrinas. Um par de sapatos (barato?) pode sair caro: não só para os pés, como para as pernas, a coluna and so on. Escolher sapatos perfeitos é uma odisseia.
Quando vejo numa loja uns sapatinhos giríssimos, fofinhos, até posso confirmar que são suficientemente espaçosos e não estrangulam os meus pés, até posso ver à lupa se as costuras são de fiar, até posso assegurar que o calcanhar encaixa no sapato e não sai do sítio com cada passo que dou, até posso confirmar que o calçado acolhe os pés e não os deixa fugir e que são APARENTEMENTE confortáveis. Mas só quando os uso e ando com eles de um lado para o outro é que posso testar se o grau de conforto é o desejado. Sim, porque uma coisa é experimentar na loja e dar uns quantos passinhos numa passerelle com escassos metros. No dia-a-dia, no anda-anda, no pára e anda, no sobe e desce de escadas, a história pode ser outra (além de poderem escorregar como manteiguinha num pavimento molhado). E os pés podem não sair nada mimados. Até pelo contrário: bolhas nos pés, feridas e muitas dores, dores essas extensíveis para outros centímetros do corpinho. É por isso que sou a favor deste serviço de test drive de sapatos. Sobretudo por uma questão de conforto. Caso os sapatos vencessem a prova, ficaríamos com eles. Se não, poderíamos devolvê-los. Assim sendo, lanço o apelo (pertinente, não digam que não) às lojas que vendem sapatos que disponibilizem este serviço. Dava-me jeito, pronto.
Mensagem do dia

“Precisa de dicas para seduzir quem mais gosta? Entre no portal móvel e subscreva os Alertas Amor e Romance. Ligue grátis 1254 do seu tmn”.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Coisas que nunca me tinham acontecido no âmbito de uma entrevista de trabalho e me aconteceram ontem e hoje.

- uma senhora ligou-me ontem pelas 14h00 e queria marcar a entrevista para o próprio dia. Acontece que ontem eu não podia. Então ficou marcada para hoje.
- hoje, meia hora antes da entrevista a senhora voltou a contactar-me para validar se o meu CV estava devidamente actualizado (basicamente leu palavra a palavra dos campos da experiência profissional até à formação académica mais recente do CV). Eu só dizia “sim”, “sim”, “sim”.
- depois de ter chegado ao local (uns 3 minutos antes da hora combinada) esperei como uma linda (claro, não é novidade nenhuma haver atrasos), desta vez calhou-me na rifa 20 minutinhos, altura em que essa senhora apareceu e me informou que a pessoa que me ia entrevistar estava numa reunião e que ia demorar mais um bocadinho. “Não se preocupe. Vou dar uma voltinha aqui pela zona e quando houver disponibilidade ligue-me”, disse eu. Passados uns 15 minutos, a senhora então ligou-me e disse-me que a tal pessoa pedia muitas desculpas, mas a reunião ia demorar, pelo que hoje era impossível. Entrevista cancelada, portanto. Entretanto ficou de me contactar brevemente para nova marcação de entrevista.
Enfim, eu acho isto um bocadinho chato e que devia ter as suas compensações, como ser dispensada da entrevista e ser automaticamente admitida.

Estou cá com uma vontadinha de me meter num curso de auto-maquilhagem... Na verdade, este pensamento anda a perseguir-me há algumas semanas. Dava-me mesmo jeito. Que fazer?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ouvido aqui, ali ou acolá # 9

"Puxei o autoclismo ao curso de Direito"
"Desculpe, cheguei um bocadinho atrasado"
Quando os arrumadores chegaram às ruas de Lisboa (nem sei precisar o ano) quase sempre dava uma moedinha. Tinha um medo terrível que me riscassem o carro, furassem os pneus ou fizessem qualquer outro dano na minha viatura móvel. De há uns bons tempos para cá, raramente dou moeda. Se for preciso (e não tiver pressa) sou capaz de dar umas voltinhas na zona para me assegurar que o terreno está livre. E quando dou uma moedinha geralmente é porque efectivamente o arrumador me ajudou muitíssimo numa daquelas manobras em que a viatura cabe por um triz no lugar de estacionamento. Ou se faz o trabalhinho de um localizador de lugares de disponíveis (naqueles em que encontrar um lugar é como encontrar uma agulha num palheiro) e me encaminha num corre-corre à minha frente para um lugar disponível. Haver arrumadores em locais em que há parquímetro dá nervos.

E também nervos dá quando um arrumador, vindo de não sei onde a correr ao melhor estilo de Carlos Mota* (na sua época) chega próximo da viatura quando já está praticamente estacionada e diz “Desculpe, cheguei um bocadinho atrasado” e ainda assim suplicar por uma moedinha. Só dá vontade de dizer “Atrasado? Deixe-me cá consultar a minha agenda…………… Olhe, lamento mas não tenho nenhum encontro marcado consigo”.

* adenda a 07/12/2009: Carlos Lopes. Obrigada a quem reparou no erro.

sábado, 21 de novembro de 2009

Se me parassem de contactar de imobiliárias para angariar um imóvel, eu agradecia. Palavra que sim. Eu sei que a vida não está fácil, tento ser compreensiva, paciente, simpática, até. Mas torna-se um bocadinho difícil quando a insistência é tanta que cansa. Pois um senhor de uma imobiliária no espaço de um mês já me ligou algumas 3 ou 4 vezes. Não há telefonema em que não me diga que me quer AJUDAR (juro, ele diz mesmo “eu quero ajudar-lhe”. Sinceramente “ajudar” para mim não é igual a cobrar uma comissãozinha de 5% + IVA). Depois eu adoro quando diz que tem MUITOS CLIENTES interessados num apartamento mesmo ali naquela zona, imaginem. Acontece que se calhar não é coincidência várias imobiliárias usarem esta mesma frase, mas sim uma técnica de marketing (boa, confesso). Também já tive oportunidade de lhe dizer que, sendo tal verdade, então com toda a certezinha esses muitos clientes vão regularmente passear pela zona e certamente vêem o meu contacto escarrapachado na janela, mesmo se forem portadores de alguma miopia. É que está em tamanho bem maior do que uma placa de uma imobiliária. OK? Pronto, mas o que eu não gosto mesmo é quando lhe digo o essencial (mais do que uma vez em cada contacto, atenção) que nada mais é do que de momento não pretendo incluir um intermediário no processo e este senhor me diz “ah, então NÃO QUER vender a casa…”. Sim, sim, até parece que só se compram ou vendem imóveis através de imobiliárias. Ai as imobiliárias, as queridas imobiliárias…

Entretanto, Queridos, amanhei a casa. Amanhei (passado). Já acabou. Estou que não posso…
Entrei na Fnac enquanto a mana e o seu boy foram à Área. Estava determinada a comprar um livro qualquer, a puxar para a "parvoíce" mesmo, que me fizesse rir. Lá queria saber se era de um autor reconhecido ou quantos exemplares já tinham sido vendidos. Queria histórias de gajas que, apesar dos desamores, espalhem magia por aí. Nada de tretas como "Abandonada pelo Lobo mau", “Trocada por uma couve” ou “Relações XS”. E também nada de “Manual de Instruções para lidar com Gajos”, que é sabido que tentar sequer compreender como funcionam é tempo perdido. Não estou a dizer que eles não são melhores nem piores que nós (gajas), mas eles são simplesmente diferentes! E depois de pegar livro atrás de livro, dei de caras com este: “Os homens [às vezes infelizmente], voltam sempre”.

Calma, não estou a querer dizer que é isso que pretendo. Sim, porque dos que fazem parte da minha biografia, há apenas UMZINHO a quem abriria a porta (com cautela, obviamente), logo nem vale a pena calcular a probabilidade de me sair na lotaria um rabiscado do passado em milhentas possibilidades de gajos deste mundinho. Apenas porque é sempre bom estar preparada para o próximo tsunami com trovoada que eventualmente possa ocorrer e saber aplicar o tal método de Parker (diz que é infalível). Gostei particularmente de ler algures na capa o seguinte: “… dar-nos um pequeno abanão, aumentar a nossa auto-estima e, sobretudo, rir connosco das partidas que a vida nos apronta”. Se é para rir, aqui estou eu. Se é para tentar espalhar charme, aqui estou eu. Quando for para a caminha vou começar a ler (e a rir, espero). Abraçadinha ao meu peluche, pois claro.

Bom, se o livro revelar não ter sido uma boa compra, não há crise. A capa é gira e com certeza ficará muitíssimo bem emoldurada numa parede.